quarta-feira, 24 de junho de 2009

Nova Geração de Excluídos



«São pobres os indivíduos ou família cujos recursos são tão escassos que os excluem do modo de vida aceitável no Estado-membro em que vivem.»

[Definição Política de Pobreza, Conselho de Ministros da CEE-10, 1974.]

domingo, 31 de maio de 2009

O rico que não gostava de pobres

Havia um homem rico que tinha lido nas sagradas escrituras que a riqueza era um dom de Deus; e lera também, numa outra passagem, que para além de um dom de Deus, a riqueza era o prémio que Deus concedia àqueles que lutavam por ela.

O homem rico sabia que estava com Deus; a prova era a sua riqueza!
Mas todos os dias, ao fazer o exame de consciência, descobria que aqui e ali tinha perdido oportunidade de a aumentar ainda mais; e penitenciava-se: pedia sentidamente perdão a Deus por não ter aproveitado quanto podia os dons que o Altíssimo lhe podia dar! E todos os dias fazia como propósito para o dia seguinte, aumentar o seu tesouro!

O homem rico, naturalmente, não gostava de pobres. a razão era simples: se eram pobres, é porque não aproveitavam os dons de Deus.
E todos os dias o homem rico, cumprindo os seus propósitos de consciência(!), pagando pouco aqui, exigindo mais além, negociando habilmente direitos e deveres,
... deixava os pobres um pouco mais pobres.

O homem rico não gostava de pobres; mas usava-os para aumentar a sua riqueza e a boa consciência diante de Deus!

Claro que o homem rico nunca lia o resto das palavras sagradas do mesmo santo Livro, onde também se dizia que a riqueza era um dom de Deus para todos os homens, e que só era verdadeiramente rico quem a partilhava.

Ou talvez as lesse;
... mas com os olhos, coração e ouvidos fechados...

...não fosse entendê-las e converter-se...

(In: Vinho Novo em Odres Novos, Temas de Reflexão, Cáritas Diocesana de Coimbra)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Crise? Qual Crise?!

Grande crescimento:

"As instituições financeiras emprestaram mais às famílias e às empresas em Março do que nos meses anteriores.

Em Março, os bancos financiaram 747 milhões de euros para novos créditos à habitação.

Estes emprestaram 313 milhões de euros para compra de bens de consumo, como computadores e móveis, e 4,2 mil milhões de euros às empresas." (Fonte: Jornal de Negócios)


Mais crescimento:

"Apesar de os bancos terem emprestado mais dinheiro em Março, atingindo valores recorde, o crédito malparado disparou para os máximos mais elevados desde 1999, mostrando que há cada vez mais portugueses e empresas a não conseguirem pagar aos bancos." (Fonte: Público)

"De acordo com os dados que constam do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, o malparado aumentou em todos os destinos de financiamento, desde a habitação ao consumo e aos outros fins." (Fonte: IOL Diário)

Ainda mais crescimento:

"Os despedimentos cresceram 69% - em Janeiro e Fevereiro, 31 mil pessoas foram despedidas em processos unilaterais ou por mútuo acordo.

Os despedimentos estão a ganhar terreno, mas o fim do trabalho não permanente continua a ser a principal causa de desemprego." (Fonte: DN)

"O número de desempregados em Abril inscritos nos Centros de Emprego em Portugal aumentou 27,3 por cento comparativamente ao mesmo mês do ano passado.

Esta escalada do desemprego iniciou-se em Outubro do ano passado e os dados divulgados mostram o acréscimo mais elevado desde Julho de 2003." (Fonte: Notícias RTP)

"O desemprego em Portugal está a aumentar de uma forma tão galopante, que o deputado comunista Honório Novo teme o surgimento de convulsões sociais: «Posso acusar um pai ou uma mãe que se revolte e se indigne e tome atitudes porventura ilegais porque tem de dar de comer à família?»" (Fonte: IOL Diário)

"A aceleração do desemprego registado está a verificar-se em todos os sectores de actividade e a abranger já os trabalhadores com vínculos permanentes.

Os desempregados inscritos em Março mostram a maior subida em 30 anos, o que indicia um aprofundamento da crise, em que o próprio Estado parece já não ser capaz de atenuar a tendência geral." (Fonte: Público)


… Mas… dizem que há Crise!!... Onde?!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Dia do sem-trabalho

O povo saiu à rua num dia assim...



Pobreza e Exclusão Social

A pobreza e a exclusão social, não sendo a mesma coisa, têm entre si uma relação de complementaridade: a pobreza representa uma das formas ou dimensões da exclusão social, pois é impeditiva da plena participação na vida económica, social e civil.

Sendo a exclusão social um processo que marginaliza indivíduos e grupos sociais no exercício da cidadania, ela dá-se através de rupturas consecutivas com a sociedade nas relações afectivas, familiares, de amizade e com mercado de trabalho. É um fenómeno multidimensional, que se apresenta como uma conjugação de factores sociais, económicos e políticos.

Na exclusão social verifica-se uma acentuada privação de recursos materiais e sociais que impedem de participar plenamente na vida económica, social e civil e ou não permitem usufruir de um nível de vida considerado aceitável pela sociedade em que se vive.

Ora, acho que um dos maiores causadores destas rupturas do indivíduo com a sociedade é o desemprego e o emprego precário, na medida em que os baixos rendimentos ou a sua ausência levam à pobreza, sendo esta uma das dimensões mais visíveis da exclusão social.

Estamos a passar por um período de crise em que o desemprego é, de dia para dia, cada vez mais uma constante. O trabalho exerce um papel integrador, um dos vínculos mais importantes à sociedade, nos relacionamentos que gera e no rendimento que proporciona.

O povo está a ficar cada vez mais marginalizado, mais impedido de exercer o seu direito à cidadania pois, devido ao desemprego e ao emprego precário (recibos verdes) vê-se diminuído económica e socialmente, o que lhe provoca uma má qualidade de vida, que conduz à exclusão social, pela agudização das desigualdades, pelo impedimento do gozo de direitos que um emprego "normal" lhe proporciona e que de outro modo não tem.

Que o povo saia à rua!

quinta-feira, 26 de março de 2009

DESEMPREGO - Factor de pobreza

O número de desempregados em Portugal aproxima-se do meio milhão.

Esta é a grave situação socio-económica que o nosso país irá enfrentar nos próximos tempos: Desemprego - um factor da pobreza.

Ao contrário das previsões anunciadas pelo Banco de Portugal, em Janeiro de 2009, de que a taxa de desemprego ficaria abaixo de 8% em 2009, esta já se encontra muito acima.

Se contarmos aqueles que frequentam os cursos subsidiados das "novas oportunidades" a taxa ultrapassa os 15%. Se contarmos com os que recebem RSI e com aqueles que mal sobrevivem a fazer uns biscates, aqui e ali, iremos aos 20%!

No final de Janeiro estavam inscritos nos centros de emprego 447.966 desempregados, mais 12,1% que no mesmo mês de 2008, e mais 7,7% que os inscritos em Dezembro.

Mas existem 285.000 desempregados que não constam das estatísticas de desemprego.

A situação económica grave dos nossos principais parceiros comerciais está afectar as nossas exportações e a contribuir para a subida da taxa de desemprego, o que poderá fazer com que esta atinja, até ao final do ano, o valor mais elevado de sempre.

Apesar do agravamento da situação interna, o Governo continua a fechar os olhos, e a dar prioridade ao TGV, ao aeroporto, e às auto-estradas.

Será para criar postos de trabalho?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Risco de pobreza para 20% das crianças portuguesas

«Portugal está entre os seis países da União Europeia onde mais famílias com crianças abaixo dos seis anos de idade vivem no limiar da pobreza, revela um estudo da Comunidade Europeia divulgado, esta segunda-feira, em Bruxelas e disponibilizado na Internet.

Dados do "Tackling Social and Cultural Inequalities through Early Childhood Education and Care in Europe" indicam que um quinto (21 %) dos agregados familiares portugueses com crianças com menos de seis anos está à beira da pobreza.»


Ainda espero que haja alguém, com bom senso, no Poder em Portugal que

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Países Ricos - Países Pobres

A diferença entre os países pobres e os ricos não é a idade do país. Isto pode ser demonstrado por países como Índia e Egito, que tem mais de 2000 anos e são pobres. Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos eram inexpressivos, hoje são países desenvolvidos e ricos.

A diferença entre países pobres e ricos também não reside nos recursos naturais disponíveis. O Japão possui um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura e a criação de gado, mas é a segunda economia mundial.O país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima do mundo todo e exportando produtos manufaturados. Outro exemplo é a Suíça, que não planta cacau mas tem o melhor chocolate o mundo. Em seu pequeno território cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses no ano. Não obstante, fabrica laticínios da melhor qualidade. É um país pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, o que o tranformou na caixa forte do mundo.

De forma análoga, os executivos de países ricos que se relacionam com seus pares de países pobres mostram que não há diferença intelectual significativa.

A raça ou a cor da pele também não são importantes: imigrantes rotulados de preguiçosos em seus países de origem são a força produtiva de países europeus ricos.

Qual é então a diferença?

A diferença é a atitude das pessoas, moldada ao longo dos anos pela educação e pela cultura. Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue os seguintes princípios de vida:

A ética, como princípio básico;
A integridade;
A responsabilidade;
O respeito pelas leis e regulamentos;
O respeito pelos direitos dos demais cidadãos;
O amor ao trabalho;
O esforço pela poupança e pelo investimento;
O desejo de superação;
A pontualidade.

(Fonte: Scribd, Países Ricos - Países Pobres)

E agora pergunto eu:
Por onde andam estes princípios?

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