sexta-feira, 11 de setembro de 2009

É possivel transformar o pesadelo em sorriso

"Há seis anos foi passar férias a Bombaim e deparou-se com um realidade que desconhecia: muitas crianças a pedir, a maior parte delas com faltas de membros ou de dedos. Só mais tarde soube que as máfias fazem isso às crianças para que provoquem pena e recebam mais esmolas na hora de mendigar junto a hotéis e restaurantes de luxo. Por vezes são os próprios pais que as amputam para que não sejam roubados pelas máfias, pensando que já têm patrão. Há várias pessoas a alugar crianças destas para receberem avultadas esmolas.

Isto revoltou Jaume Sanllorente Trepat* que resolveu no ano seguinte dedicar-se a proteger as crianças pobres de Bombaim, para que não caiam nas mãos das máfias.
Depois de conhecer um pequeno orfanato que se preparava para fechar as suas portas, colocando quarenta crianças na rua e nos prostíbulos da cidade de Bombaim, Jaume Sanllorente toma a decisão que mudará o resto da sua vida. E, em consequência disso, mudará as vidas de muitas outras pessoas. O seu trabalho é agora apoiar o maior número de crianças pobres daquela cidade. E está a conseguir com a ajuda de muitas pessoas que o apoiam. Uma lição de amor, entrega, sacrifício e esperança que nos convida a acreditar que todos podemos contribuir para um mundo melhor."


*"Jaume Sanllorente Trepat nasceu em Barcelona a 9 de Julho de 1976. Estudou jornalismo. Trabalhou em meios de comunicação catalães como a COM Rádio e a BTV. Especializou-se depois na área de jornalismo económico, tendo desempenhado durante vários anos o cargo de delegado na Catalunha da revista Comercio Exterior e trabalhado em numerosas outras publicações desse sector. Desde 2004 que Jaume Sanllorente dirige a ONG Sorrisos de Bombaim


que ele mesmo fundou e que, neste momento, dá educação e possibilidades de futuro a mais de 2700 crianças «intocáveis» das ruas de Bombaim. Jaume Sanllorente vive actualmente nesta cidade da India, onde prossegue, dia a dia, uma constante luta pacífica contra a pobreza."


SONRISAS DE BOMBAY

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A Pobreza cada vez mais visível em Portugal

Estamos bem servidos:

Taxa de desemprego sobe para 9,1 por cento
Portugal tem mais de meio milhão de desempregados

e
Número de desempregados sem subsídio cresce mais rapidamente que o desemprego

(Fonte: Economia- Público.pt)

... e dura, dura, dura!!!!

Assim vamos longe!... na Pobreza!

É isto o princípio do fim da crise?!!!...
só se for o princípio do bater no fundo!

Mas quanto é que rebentamos de uma vez?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Pobreza é


Pobreza Extrema

Miséria e fome...







Pobreza Absoluta

Rendimento inferior ao necessário para fazer a despesa mínima à manutenção da vida.

Primária: Rendimento abaixo do mínimo necessário à manutenção meramente física.

Secundária: Rendimento inferior ao necessário às despesas primárias com habitação, transportes...



Pobreza Relativa

Ser pobre em Portugal, hoje, é diferente de há 20 ou 30 anos; e diferente de o ser, hoje, em Angola ou em Inglaterra.



Pobreza Subjectiva

O mesmo Rendimento tem diferentes significados e usos para, por exemplo, os Velhos pobres ou os Novos pobres, de acordo com a experiência existencial do próprio que a vive.



Pobreza Convencional

Considera-se pobre aquele que tiver um Rendimento inferior a determinado montante e que reúna condições de lhe ser atribuído, pelo Estado, um rendimento mínimo (RSI).



Pobreza Total/
Pobreza Parcial:

Pobreza Total - falta de todo o tipo de recursos.

Pobreza Parcial - falta de alguns recursos.



Pobreza Temporária/
Pobreza Permanente

Temporária: situação conjuntural ou de curta duração.

Permanente: de longa duração, por exemplo, desempregados há mais de um ano.



Pobreza Envergonhada

Quem a sofre, esconde a sua situação.


"O meu maior sonho é ser pobre um dia!
Porque ser todos os dias, é terrível"

(Anónimo)

sábado, 4 de julho de 2009

Vamos tornar o sonho um pouco realidade


Não deixem de ver. Emocionem-se!

E?... Que posso eu fazer?

Que podes tu fazer?

Há sempre algo que depende de cada um de nós!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Nova Geração de Excluídos



«São pobres os indivíduos ou família cujos recursos são tão escassos que os excluem do modo de vida aceitável no Estado-membro em que vivem.»

[Definição Política de Pobreza, Conselho de Ministros da CEE-10, 1974.]

domingo, 31 de maio de 2009

O rico que não gostava de pobres

Havia um homem rico que tinha lido nas sagradas escrituras que a riqueza era um dom de Deus; e lera também, numa outra passagem, que para além de um dom de Deus, a riqueza era o prémio que Deus concedia àqueles que lutavam por ela.

O homem rico sabia que estava com Deus; a prova era a sua riqueza!
Mas todos os dias, ao fazer o exame de consciência, descobria que aqui e ali tinha perdido oportunidade de a aumentar ainda mais; e penitenciava-se: pedia sentidamente perdão a Deus por não ter aproveitado quanto podia os dons que o Altíssimo lhe podia dar! E todos os dias fazia como propósito para o dia seguinte, aumentar o seu tesouro!

O homem rico, naturalmente, não gostava de pobres. a razão era simples: se eram pobres, é porque não aproveitavam os dons de Deus.
E todos os dias o homem rico, cumprindo os seus propósitos de consciência(!), pagando pouco aqui, exigindo mais além, negociando habilmente direitos e deveres,
... deixava os pobres um pouco mais pobres.

O homem rico não gostava de pobres; mas usava-os para aumentar a sua riqueza e a boa consciência diante de Deus!

Claro que o homem rico nunca lia o resto das palavras sagradas do mesmo santo Livro, onde também se dizia que a riqueza era um dom de Deus para todos os homens, e que só era verdadeiramente rico quem a partilhava.

Ou talvez as lesse;
... mas com os olhos, coração e ouvidos fechados...

...não fosse entendê-las e converter-se...

(In: Vinho Novo em Odres Novos, Temas de Reflexão, Cáritas Diocesana de Coimbra)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Crise? Qual Crise?!

Grande crescimento:

"As instituições financeiras emprestaram mais às famílias e às empresas em Março do que nos meses anteriores.

Em Março, os bancos financiaram 747 milhões de euros para novos créditos à habitação.

Estes emprestaram 313 milhões de euros para compra de bens de consumo, como computadores e móveis, e 4,2 mil milhões de euros às empresas." (Fonte: Jornal de Negócios)


Mais crescimento:

"Apesar de os bancos terem emprestado mais dinheiro em Março, atingindo valores recorde, o crédito malparado disparou para os máximos mais elevados desde 1999, mostrando que há cada vez mais portugueses e empresas a não conseguirem pagar aos bancos." (Fonte: Público)

"De acordo com os dados que constam do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, o malparado aumentou em todos os destinos de financiamento, desde a habitação ao consumo e aos outros fins." (Fonte: IOL Diário)

Ainda mais crescimento:

"Os despedimentos cresceram 69% - em Janeiro e Fevereiro, 31 mil pessoas foram despedidas em processos unilaterais ou por mútuo acordo.

Os despedimentos estão a ganhar terreno, mas o fim do trabalho não permanente continua a ser a principal causa de desemprego." (Fonte: DN)

"O número de desempregados em Abril inscritos nos Centros de Emprego em Portugal aumentou 27,3 por cento comparativamente ao mesmo mês do ano passado.

Esta escalada do desemprego iniciou-se em Outubro do ano passado e os dados divulgados mostram o acréscimo mais elevado desde Julho de 2003." (Fonte: Notícias RTP)

"O desemprego em Portugal está a aumentar de uma forma tão galopante, que o deputado comunista Honório Novo teme o surgimento de convulsões sociais: «Posso acusar um pai ou uma mãe que se revolte e se indigne e tome atitudes porventura ilegais porque tem de dar de comer à família?»" (Fonte: IOL Diário)

"A aceleração do desemprego registado está a verificar-se em todos os sectores de actividade e a abranger já os trabalhadores com vínculos permanentes.

Os desempregados inscritos em Março mostram a maior subida em 30 anos, o que indicia um aprofundamento da crise, em que o próprio Estado parece já não ser capaz de atenuar a tendência geral." (Fonte: Público)


… Mas… dizem que há Crise!!... Onde?!

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