sábado, 1 de maio de 2010

Trabalho... Pobreza e Exclusão Social...

(... Ou, Como falar do Trabalho, no Dia do Trabalhador)

No final de Março, deste Ano Europeu de Luta Contra a Pobreza e a Exclusão Social, o número de desempregados em Portugal subiu para 578 mil. Um número que nos fala de Pobreza e de Exclusão Social.
Um número grande de pessoas que não trabalham, umas porque não têm emprego, e outras porque as habituaram a não trabalhar: porque são subsidio-dependentes de RSI, de subsídios de desemprego, ou de Acção Social.
Outras vivem de frequentar cursos subsidiados uns atrás de outros... e outras...
bem, e outras há que recebem ordenados e prémios e reformas de tal modo gordos que ferem de morte lenta quem tem cada vez menos.

Quem trabalha e mata a fome/ não come o pão de ninguém. Quem não ganha o pão que come/come sempre o pão de alguém. (António Aleixo)

O trabalho é das maiores armas de combate à pobreza e à exclusão social.
O trabalho é um dos vínculos mais importantes à sociedade, pelo rendimento que proporciona e pelos relacionamentos que gera.
O trabalho dignifica.

Não trabalhar vai marginalizando, vai limitando ou impedindo a participação na vida económica, social e civil, vai agudizando desigualdades sociais não permitindo usufruir de um nível de vida considerado aceitável pela sociedade em que se vive.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Não é demais relembrar...

Objectivos de Desenvolvimento a alcançar até 2015

Em 2000, durante a assembleia geral da ONU, 189 chefes de Estado e de Governo assinaram a Declaração do Milénio que levou à formulação de 8 objectivos de desenvolvimento específicos, a alcançar até 2015, objectivos, estes, que podem ser resumidos da seguinte forma:

1- Reduzir para metade a pobreza extrema e a fome.
2- Alcançar o ensino primário universal.
3- Promover a igualdade entre os sexos (de género).
4- Reduzir em dois terços a mortalidade de crianças.
5- Reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna.
6- Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças graves.
7- Garantir a sustentabilidade ambiental.
8- Criar uma parceria mundial para o desenvolvimento.



Já só faltam 5 anos...

E até agora, nos 10 anos que se passaram,
o que é que foi feito?...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Medidas de combate à pobreza e à exclusão social

Conclusões das Jornadas Nacionais da Caritas Portuguesa, subordinadas ao tema “Combate à Pobreza e à Exclusão Social pelos Caminhos da Inovação Social”, realizadas nos dias 24 e 25 de Fevereiro de 2010:

• Necessidade de dar prioridade ao emprego, à educação, à defesa do ambiente e dos recursos naturais, materiais, culturais e sociais.
• Necessidade de combater o desemprego e a precariedade do trabalho, adoptando políticas que favoreçam e não agravem as desigualdades sociais, políticas capazes de desenvolver as potencialidades dos pobres e excluídos e favorecer a sua autonomia pessoal e social.
• Necessidade do combate à pobreza e à exclusão social ser partilhado pelos governos, pelas autarquias, pelas instituições de solidariedade social e pelos cidadãos, no sentido de uma política de redistribuição social e económica mais justa.
• Necessidade de no combate à pobreza e à exclusão social as instituições mudarem de mentalidade, de forma a incutir maior justiça e inclusão nas instituições, adoptando comportamentos de solidariedade inteligente, disponível, criativa e inovadora, procurando seguir os bons exemplos e práticas.
• Necessidade de o Estado não permitir que um único cidadão português viva com um rendimento abaixo do limiar de pobreza, uma vez que está em causa a sustentabilidade social de toda uma comunidade.
• Necessidade das empresas assumirem de forma ética o princípio de responsabilidade social empresarial e das próprias IPSSs sensibilizarem as empresas para a solidariedade social.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quase Metade de Portugal na Pobreza

Isto não é profecia da desgraça. No entanto, um lado de mim inclina-se para o pessimismo (vá-se lá saber porquê!!!). Caminhamos a passos largos para o fundo.

A Pobreza que temos em Portugal é uma vergonha - quem o diz é Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI, sem medo do politicamente incorrecto - "garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%."

E salientou: "Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes... e com razão".

Diz ainda, e muito bem, que "não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal."

Quanto a mim também acho nojento haver os que "acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros..."

E ecoam aos nossos ouvidos vozes melodiosas, mitológicas, falinhas mansas, a procurar tapar ainda mais a vista aos cegos, dizer que a taxa de pobreza é de 18%.

"Os números dizem 18% de pobres... Não me venham com isso."

"É precisa prudência, bom senso e cuidados com os cantos da sereia".

"Combater a pobreza é uma causa nacional."

Só com vontade política é possível erradicar a pobreza.

Não vão em cantos de sereias!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Lut@ de 2010

A União Europeia declarou o ano de 2010 o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão social.

São quatro os objectivos que se pretendem atingir:

* Reconhecer o direito das pessoas em situação de pobreza e exclusão social a viver com dignidade e a participar activamente na sociedade.

* Reforçar a adesão do público às políticas e acções de inclusão social, sublinhando a responsabilidade de cada um na resolução do problema da pobreza e da marginalização.

* Assegurar uma maior coesão da sociedade, onde haja a certeza de que todos beneficiam com a erradicação da pobreza.

* Mobilizar todos os intervenientes, já que, para haver progressos tangíveis, é necessário um esforço continuado a todos os níveis de governação.

[AECPES]


(Que seja um Bom Ano para TODOS!)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Um bom Natal para todos!

E que em 2010 os presépios sejam cada vez menos de lata.


(Rui Veloso - Presépio de lata)

Três estrelas de alumínio
A luzir num céu de querosene
Um bêbedo julgando-se césar
Faz um discurso solene

Sombras chinesas nas ruas
Esmeram-se aranhas nas teias
Impacientam-se as gazuas
Corre o cavalo nas veias

Há uma luz na barraca
Lá dentro uma sagrada família
À porta um velho pneu com terra
Onde cresce uma buganvília

É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells,

Oiçam um choro de criança
Será branca negra ou mulata
Toquem as trompas da esperança
E assentem bem qual a data

A lua leva a boa nova
Aos arrabaldes mais distantes
Avisa os pastores sem tecto
Tristes reis magos errantes

E vem um sol de chapa fina
Subindo a anunciar o dia
Dois anjinhos de cartolina
Vão cantando aleluia

É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells,

Nasceu enfim o menino
Foi posto aqui à falsa fé
A mãe deixou-o sozinho
E o pai não se sabe quem é

É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Marcha pela Erradicação da Pobreza



«2010 é o Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social. Embora o ano só comece no dia 1 de Janeiro, um conjunto de Associações de Solidariedade Social está a organizar uma marcha solidária para antecipar a sua divulgação. Porque a Pobreza é uma violação dos Direitos Fundamentais, dia 17 de Dezembro, pelas 19h30 vamos encontrar-nos na Praça Luís de Camões e desfilar em direcção à Rua Augusta, onde se encontra uma réplica de um monumento em honra das vítimas da fome, da ignorância e da violência. Dia 17 de Dezembro, junte-se a Nós! Traga uma vela e faça parte desta marcha!»

Mais informações em:
Marcha Pela Erradicação da Pobreza e Exclusão Social


Adenda em 18.12.2009:

Um testemunho de Albino Brás que participou nesta marcha: Marchar pelo “Pão de Todos”

Mensagens mais pesquisadas aqui no blogue