terça-feira, 20 de maio de 2008

Que consequências traz a pobreza?

Algumas das consequências da pobreza são a fome, habitação degradada, analfabetismo, ausência de qualificação profissional, o desemprego, doenças, depressão, violência, tráfico e consumo de drogas e álcool, mendicidade, sem-abrigo, prostituição.

Uma das consequências da pobreza extrema é a subnutrição crónica que, não conduz apenas à morte, mas implica frequentemente a falta de desenvolvimento das células cerebrais nos bebés, e cegueira por falta de vitamina A. Todos os anos, dezenas de milhões de mães gravemente subnutridas dão à luz dezenas de milhões de bebés igualmente ameaçados.

Outra consequência é o número de suicídios verificado em muitos países, cujas taxas sofrem uma profunda e dramática progressão desde os anos 50. Em alguns países essas taxas duplicaram e até mesmo triplicaram. Grande proporção de suicídios prevalece entre os infectados pelo vírus HIV, sem distinção de sexo.

Muitas das consequências geradas pela pobreza, são também causas, criando um ciclo de pobreza, por exemplo o desemprego, uma vez que os países mais atrasados e subdesenvolvidos têm uma gigantesca dívida aos países ricos, o que não lhes permite gerar empregos. Existem 800 milhões de desempregados ou subempregados em todo o mundo.

Também Portugal, se não conseguir captar investimento e população nas cidades do interior para gerar riqueza, ficará eternamente condenado a ser um país pobre. E nem a região de Lisboa escapará, porque parte da riqueza contabilizada na capital não existe se não houver mercado no restante território.

E que outras mais consequências não trará a pobreza?

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Causas de pobreza

● Entre as principais causas da pobreza podemos encontrar a seca e as guerras em determinadas regiões do mundo.

Por exemplo, todo o continente africano parece ter mergulhado no abismo, depois de devastado por secas e cheias, mas sobretudo por guerras civis (entre os anos 30 e 40 no final do século XX).

O director-geral da FAO afirma que apesar da importância estratégica da agricultura para combater esta situação, nos últimos 10 anos o crescimento do sector agrícola no continente africano foi fraco, alcançando apenas 2,7% no ano 2000. Um dos factores que impede esse crescimento é a concorrência dos países mais desenvolvidos, cuja agricultura é fortemente subsidiada pelos respectivos estados.

● O aumento do desemprego, os salários baixos e as condições de precariedade são outras das causas da pobreza.

Nas sociedades industrializadas, vem sendo registado o empobrecimento progressivo de um sector da população por causa do aumento do desemprego, que hoje afecta uma em cada dez pessoas.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, um terço da população activa portuguesa seria pobre se dependesse apenas dos rendimentos do trabalho. Ou seja, temos um número alarmante de trabalhadores pobres, que confirma que os baixos salários e a precariedade são factores de pobreza.

● A globalização é outra causa, cujos efeitos se farão sentir por muito tempo, nomeadamente através de contínuas crises económicas. As economias mais frágeis estão hoje à mercê das empresas dos países mais ricos, pois estes atribuem subsídios às suas empresas para exportarem e barreiras comerciais aos produtos oriundos dos países mais pobres. O desequilíbrio de meios sufoca completamente as economias mais pobres.

E outras causas haverá...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Agitar de consciências



Conferência de Bob Geldof em Portugal gera polémica.

«As guerras do futuro serão travadas pelo controle dos recursos alimentares, já que o Mundo tem demasiada população e a comida não chega para todos, declarou hoje em Lisboa o músico e activista irlandês Bob Geldof.

A solução duradoura, disse Geldof, "está na acção de cada uma das pessoas", já que "os políticos não vão fazer mudanças sem serem empurrados pelos eleitores".

"As verdadeiras causas são políticas e económicas. Por isso também as soluções são políticas e económicas", explicou.

"[Na Europa] pagamos impostos para produzir, pagamos impostos para armazenar e pagamos impostos vergonhosos, imorais, abjectos para destruir comida em excesso".»

In: Noticias rtp

Ver também: Jornal de Negócios e Blitz aeiou

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Contra a Fome

"A Organização das Nações Unidas (ONU) defendeu apoios à agricultura nos países pobres e dependentes do exterior, denunciando a especulação em torno dos produtos alimentares, que originou uma crise em mais de 40 nações.

De acordo com o relator da ONU para o Direito à Alimentação, Olivier De Schutter, é «injustificável» a falta de acção da comunidade internacional, que durante anos ignorou os pedidos «de apoio à agricultura nos países em desenvolvimento».

O responsável adiantou que «não se fez nada contra a especulação de matérias-primas», considerando que a actual crise alimentar mundial «demonstra os limites da agricultura industrial».

Conforme adianta a agência Lusa, Olivier De Schutter também criticou o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional por terem incitado «os países mais endividados, em particular na África Subsariana, a desenvolverem cultivos para exportação e a importar os alimentos que consomem».

O relator da ONU frisou que «esta liberalização» tornou esses países «vulneráveis à volatilidade dos preços».

Para representante da ONU, a auto-regulação do mercado «não é solução, mas sim o problema», tendo em conta que o mercado agrícola não é um mercado elástico, já que a quantidade de terras cultiváveis não se pode «ampliar ao infinito».

Olivier De Schutter pediu «uma alteração das regras de propriedade intelectual» de «um pequeno número de empresas», como Monsanto, Dow Chemicals e Mosaic, que controlam as patentes das sementes, pesticidas ou estrume e cujos lucros aumentam.

Relativamente às subvenções à agricultura nos países ricos, Oliver De Schutter qualificou o sistema como «uma vergonha», e, em relação aos biocombustíveis, o responsável sublinhou que é necessário «impor limites»."
O aumento dos preços dos alimentos já se reflectiu no consumo de bens essenciais, como o pão e o leite, e as perspectivas para o futuro continuam a ser de preços altos e respectiva subida pois a conjuntura actual assim o indica. (Ler Aqui )

Bancos Alimentares Contra a Fome - Uma resposta necessária mas provisória porque "toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente que lhe assegure e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda aos serviços sociais necessários" (Excerto do artigo 25º da Declaração Universal dos Direitos do Homem)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

"Crise alimentar" um "tsunami silencioso"



O Programa Alimentar Mundial (PAM) advertiu esta terça-feira para a subida de preços dos produtos alimentares constituem um "tsunami silencioso" que ameaça prolongar a fome de dezenas de milhões de pessoas. [Ler aqui]

O Programa Alimentar Mundial precisa de mais 755 milhões de dólares, além dos mais de três biliões previstos para este ano, para cobrir o aumento dos preços dos alimentos. O porta-voz do PAM adiantou à TSF que já foi lançado um apelo aos governos para darem um «passo em frente» para combater a crise alimentar mundial. [Ler aqui]

A ONU vai criar uma célula de crise para tentar evitar a escala dos preços dos alimentos. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu também à comunidade internacional que pague os 755 milhões de dólares que o Programa Alimentar Mundial precisa para sobreviver à actual crise alimentar. [Ler aqui]

Os líderes do Japão e a UE manifestaram, esta quarta-feira, preocupação face à crise alimentar mundial e reclamaram acções urgentes para ajudar os países em vias de desenvolvimento. Para Hugo Chavez, a crise alimentar é um «verdadeiro massacre». [Ler aqui]

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Aumenta o preço dos cereais, aumenta a fome



O aumento dos preços dos cereais está a matar à fome os africanos.
Apesar da fome e do aumento dos preços dos cereais serem um problema global o continente africano é o mais afectado.

Uma das razões para este aumento dos preços é o crescimento da produção de biocombustíveis.

Os aumentos dos preços dos cereais são um problema cada vez mais sério e, devido a isso, o Programa Mundial de Alimentos comprou menos 40 por cento dos alimentos necessários, o que pode levar a ONU a retirar ajuda alimentar a 100 mil crianças.

Segundo o secretário-geral da FAO, «a ajuda alimentar continua a ser necessária, nomeadamente para regiões como o Darfur (Sudão) ou para países que sofrem conflitos armados e que não têm dinheiro para comprar alimentos».

Ler mais aqui e aqui.

Perante o receio de futuras restrições no abastecimento internacional de arroz e uma consequente subida dos preços, a sua venda foi racionada nos EUA - uma medida insólita.

Acho impressionante a falta de vontade política para acabar com o problema da fome no mundo!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Farturas... e Misérias

A alimentação para uma semana

Repare no tamanho da família e dieta de cada país, bem como a disponibilidade e a despesa com a alimentação de uma semana.

1 - Alemanha:
A família Melander de Bargteheide
Despesas com alimentação durante uma semana:
375,39 Euros ou $500.07




2 - Estados Unidos:
A família Revis de Carolina do Norte
Despesas com a alimentação durante uma semana:
$ 341




3 - Itália:
A família Manzo da Sicília
Despesas com a alimentação durante uma semana:
214,36 Euros ou R $ 260,11




4 - México:
A família Casales de Cuernavaca
Despesas com a limentação durante uma semana:
1862,78 Pesos Mexicanos ou US $ 189,09




5 - Polónia:
A família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna
Despesas com a alimentação durante uma semana:
582,48 ou Zlotys $ 151,27




6 - Egipto:
A família de Ahmed - Cairo
Despesas com a alimentação durante uma semana:
387,85 libras egípcias ou R $ 68,53




7 - Equador:
A família Ayme de Tingo
Despesas com a alimentação durante uma semana:
R $ 31,55




8 - Butão:
A família Namgay de Shingkhey Village
Despesas com a alimentação durante uma semana:
224,93 ngultrum ou $ 5,03




9 - Chade:
A família Aboubakar de Breidjing Camp
Despesas com a alimentação durante uma semana:
685 Francos CFA ou $ 1,23

Isto dá que pensar!

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