quinta-feira, 20 de novembro de 2008

As crianças não são objectos


No dia 20 de Novembro de 1959, por aprovação unânime, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração dos Direitos da Criança.


Quando a Declaração completou 30 anos, em 20 de Novembro de 1989, a ONU também aprovou a Convenção sobre os Direitos da Criança, um ano depois considerada lei internacional.




Faltará muito, ainda, para que os direitos de todas as crianças sejam respeitados?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Espíritos pobres e pobrezinhos

A minha distinção entre
"Pobres de espírito";
"Pobres em espírito";
e "Espíritos pobrezinhos":

“Pobres de espírito” - os baldos de inteligência, de cultura, de educação; alguém de entendimento limitado, sem criatividade; sem recursos intelectuais; pessoas simplórias, ingénuas e acríticas, sem meios e sem condições para enriquecer o espírito.

“Pobres em espírito” - os humildes de espírito e simples de coração; os que são e que amam, que cultivam a humildade moral. Os que têm um coração de pobre, que se fazem pequeninos por amor aos outros, ainda que grandes em riquezas materiais, mas não apegados a elas, pelo contrário, despidos de ambição e de egoísmo; os que, pobres ou ricos, ou apesar de ricos, têm o espírito desprendido das riquezas materiais. Os que são ricos em qualidades morais, que vêem no outro um igual; que usam de sinceridade, liberdade e total transparência de alma; que procuram enriquecer os seus espíritos com as virtudes das quais se vêem carentes. A modéstia é o seu distintivo.

“Espíritos pobrezinhos” – "doutores" orgulhosos e cheios de arrogância; "loiras", "tias" e afins, "parvos", "tolos", insensíveis e interesseiros; "iluminados" que pensam que sabem muito, mas a quem falta o verdadeiro calo da vida por nunca terem comido "pão que o diabo amassou", ricos em teorias, mas paupérrimos na prática. A estes espíritos ser-lhes-á muito difícil enriquecer porque lhes é insuportável OUVIR o seu semelhante. Aliás, para eles, poucos haverá que lhes sejam semelhantes, tão alto o conceito que têm de si próprios, e tão superiores se julgam, que o que há, para eles, são muitos inferiores. E não se coibem de espezinhar e achincalhar quem consideram inferior, para ver se ficam ainda melhor no retrato.
Destes tenho pena, muita pena... apenas pena!