quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Como se fabrica a miséria



Um documentário que vale a pena ver, para se entender um pouco do que está por detrás do mundo do dinheiro e da pobreza.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC)


A quem se dirige?

Famílias/Pessoas – as mais carenciadas por:

- baixo rendimento do agregado familiar;

- desemprego prolongado;

- situações de prisão, morte, doença, separação e abandono;

- pensionistas do regime não contributivo;

- número de pessoas do agregado familiar;

- situações de catástrofe.

E também Instituições - por utentes mais carenciados. 


Em Setembro último, sete Estados-membros - Áustria, Dinamarca, Holanda, Suécia, Reino Unido, Alemanha e República Checa - constituíram uma minoria de bloqueio à continuação do programa.



Para mais informações pode dirigir-se aos Serviços de Atendimento da Segurança Social da sua área de residência.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O vírus da anti-solidariedade


"Somos portadores de um vírus altamente perigoso para nós e para a sociedade. É o vírus da anti-solidariedade.

Quem o disse foi o cardeal Tettamanzi – um homem que sabe do que fala, porque foi arcebispo de Milão, uma das maiores dioceses do mundo. Esteve esta semana em Fátima para nos despertar para as coisas essenciais.

O vírus da anti-solidariedade faz com que cada um viva como se estivesse numa ilha deserta, à maneira de Robinson Crusoé. Como se nunca tivesse sido gerado por ninguém e pudesse viver, crescer, aprender, trabalhar, amar e sofrer sem nunca fazer referência a outros.

Aliás, o cardeal Tettamanzi recordou com fina ironia que a aventura de Robinson Crusoé acaba mal, porque quando encontrou um seu semelhante fez dele escravo…

Numa sociedade em que as relações são cada vez mais inconstantes e superficiais, é pois indispensável reconhecer a objectiva interdependência entre cada um de nós e o outro. Sob pena de deixarmos de ser humanos."

Aura Miguel

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Os Tipos de Exclusão Social

Existem diversos tipos de exclusão social.

Alfredo Bruto da Costa* identificou cinco ordens de exclusão social: económica, social, cultural, patológica, e comportamentos auto-destrutivos.

Exclusão Social de ordem económica: este tipo de exclusão social é caracterizado pelas más condições de vida, com baixos níveis de instrução e qualificação profissional, e pelo emprego precário [ou desemprego]. Trata-se da pobreza.

Exclusão Social de ordem social: exclusão ao nível dos laços sociais. Privação de relacionamento, caracterizada pelo isolamento. Pode-se dar como exemplos, os idosos e pessoas com deficiências motoras e/ou psicológicas. Este tipo de exclusão pode ser consequência de modos de vida familiar e nada tem a ver com a pobreza, a menos que esteja também vinculada ao aspecto económico.

Exclusão Social de ordem cultural: este tipo de exclusão está relacionado com factores culturais, em fenómenos como o racismo, a xenofobia, dificuldade de integração social de minorias étnicas.

Exclusão social de ordem patológica: Situações de origem patológica do indivíduo, de natureza psicológica ou mental, podendo, neste caso, ser causa de ruptura familiar. Exemplo: doentes psiquiátricos.

Exclusão Social por comportamentos auto-destrutivos: Está relacionada com os grupos de indivíduos que por uma ou outra razão se colocaram numa situação prejudicial para eles. Comportamentos relacionados com o alcoolismo, a prostituição, a droga, entre outros, o que gera a exclusão desses indivíduos. Geralmente tem origem na pobreza.

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*Alfredo Bruto da Costa é autor de “Exclusões Sociais” e coordenador de “Um Olhar sobre a Pobreza”, e tem larga experiência de estudo e investigação no domínio da pobreza, tema do seu doutoramento na Universidade de Bath (Reino Unido) com tese intitulada "The Paradox of Poverty - Portugal 1980-1989”. Foi Membro do Comité Europeu de Direitos Sociais, do Conselho da Europa.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A Fome é Oficial


Até quando, para se calar a fome, esta tem de ser declarada oficial?

Há dois anos que a seca dizima a região do Corno de África.
"A FAO diz que a fome atinge mais de 30 por cento das crianças e cerca de 750.000 pessoas já fugiram da Somália."


segunda-feira, 11 de julho de 2011

De boas intenções...


Quando quem faz as leis só vê o mundo através da janela do gabinete...
E o mundo lá fora é tão grande e vasto!!!


"Senhor ministro, queria pedir-lhe uma grande ajuda: veja lá se deixa de me ajudar. Não me conhece, mas tenho 72 anos, fui pobre e trabalhei toda a vida. Vivia até há uns meses num lar com a minha magra reforma. Tudo ia quase bem, até o senhor me querer ajudar.

Há dois anos vierem uns inspectores ao lar. Disseram que eram de uma coisa chamada Azai. Não sei o que seja. O que sei é que destruíram a marmelada oferecida pelos vizinhos e levaram frangos e doces dados como esmola. Até os pastelinhos da senhora Francisca, de que eu gostava tanto, foram deitados fora. Falei com um deles, e ele disse-me que tudo era para nosso bem, porque aqueles produtos, que não estavam devidamente embalados, etiquetados e refrigerados, podiam criar graves problemas sanitários e alimentares. Não percebi nada e perguntei-lhe se achava bem roubar a comida dos pobres. Ele ficou calado e acabou por dizer que seguia ordens. Fiquei então a saber que a culpa era sua e decidi escrever-lhe. Nessa noite todos nós ali passámos fome, felizmente sem problemas sanitários e alimentares graves.

Ah! É verdade. Os tais fiscais exigiram obras caras na cozinha e noutros locais. O senhor director falou em fechar tudo e pôr-nos na rua, mas lá conseguiu uns dinheiritos e tudo voltou ao normal. Como os inspectores não regressaram e os vizinhos continuaram a dar-nos marmelada, frangos e até, de vez em quando, os belos pastéis da tia Francisca, esqueci-me de lhe escrever. Até há seis meses, quando destruíram tudo.

Estes não eram da Azai. Como lhe queria escrever, procurei saber tudo certinho. Disseram-me que vinham do Instituto da Segurança Social. Descobriram que estava tudo mal no lar. O gabinete da direcção tinha menos de 12 m2 e na instalação sanitária do refeitório faltava a bancada com dois lavatórios apoiados sobre poleias e sanita com apoios laterais. Os homens andaram com fitas métricas em todas as janelas e portas e abanaram a cabeça muitas vezes. Havia também um problema qualquer com o sabonete, que devia ser líquido.

Enfureceram-se por existirem quartos com três camas, várias casas de banho sem bidé e na área destinada ao duche de pavimento (ligeiramente inferior a 1,5 m x 1,5 m) não estivesse um sistema que permita tanto o posicionamento como o rebatimento de banco para banho de ajuda (uma coisa que nem sei o que seja). Em resumo, o lar era uma desgraça e tinha de fechar.

Ultimamente pensei pedir aos senhores fiscais para virem à barraca onde vivo desde então, medir as janelas e ver as instalações sanitárias (que não há!). Mas tenho medo que ma fechem, e então é que fico mesmo a dormir na rua.

Mas há esperança. Fui ontem, depois da missa, visitar o lar novo que o senhor prior aqui da freguesia está a inaugurar, e onde talvez tenha lugar. Fiquei espantado com as instalações. Não sei o que é um hotel de luxo, porque nunca vi nenhum, mas é assim que o imagino. Perguntei ao padre por que razão era tudo tão grande e tão caro.

Afinal, se fosse um bocadinho mais apertado, podia ajudar mais gente. Ele respondeu que tinha apenas cumprido as exigências da lei (mais uma vez tem a ver consigo, senhor ministro). Aliás o prior confessou que não tinha conseguido fazer mesmo tudo, porque não havia dinheiro, e contava com a distracção ou benevolência dos inspectores para lhe aprovarem o lar. Se não, lá ficamos nós mais uns tempos nas barracas.

Senhor ministro, acredito que tenha excelentes intenções e faça isto por bem. Como não sabe o que é a pobreza, julga que as exigências melhoram as coisas. Mas a única coisa que estas leis e fiscalizações conseguem é criar desigualdades dentro da miséria. Porque não se preocupam com as casas dos pobres, só com as que ajudam os pobres."

quarta-feira, 1 de junho de 2011

40% de pobreza infantil em Portugal

Hoje, em Portugal, o Dia Mundial da Criança fica marcado por um estudo do ISEG, sobre a situação de pobreza em que vivem duas em cada cinco crianças portuguesas.

O estudo retrata a pobreza a dois níveis:
da falta de dinheiro;
e da privação de condições de vida.


Muito pobre é o país que deixa chegar as suas crianças a este ponto.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

As Instituições de Solidariedade e o Combate à Pobreza e à Exclusão Social

As Instituições de Solidariedade – ou Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) - são instrumentos qualificados, de iniciativa das pessoas e dos grupos de pessoas, e também de iniciativa da Igreja Católica e de outras Igrejas, muitas de inspiração cristã, de prossecução de fins comunitários. Em algumas circunstâncias são expressão da caridade, mas sendo sempre expressão de solidariedade e de exercício da cidadania. Têm as mais diversas designações: associações de protecção ou de solidariedade, centros (de bem-estar, sociais, sociais culturais ou sociais paroquiais), cruzadas, fundações, infantários, institutos, misericórdias, movimentos de apoio, obras, veneráveis ordens...

Centram a sua actividade diária na garantia de Direitos Fundamentais, na igualdade de oportunidades, sobretudo dos mais vulneráveis e desfavorecidos, a fim de promover comunidades mais inclusivas.

As Instituições de Solidariedade detêm um papel insubstituível e fundamental no trabalho social nas comunidades, no apoio às famílias e aos indivíduos, e de indubitável importância no combate à pobreza e à exclusão social, pela gestão de equipamentos sociais nas áreas da infância e juventude, pessoas portadoras de deficiência e população idosa. Através das respostas sociais que desenvolvem, respondem a situações de pobreza e exclusão, com espírito solidário e humanista, colocando os seus recursos ao serviço daqueles que mais necessitam de apoio, alimentos, companhia, oportunidades, sentido para a vida. Promovem os direitos, a qualidade de vida, a inclusão e a cidadania de indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade social e/ou económica, ao intervir local e regionalmente. São estas entidades que estão no terreno, próximo das pessoas, a intervir localmente, as responsáveis pela maioria da acção social que se faz no país, e cuja missão primordial é a valorização da pessoa humana e o respeito pela sua dignidade.

As IPSS, porque têm em vista o exercício da acção social, a prevenção de situações de carência, exclusão social ou qualquer tipo de marginalização, e porque promovem a integração comunitária e desenvolvem actividades de apoio à família, juventude, terceira idade, deficientes e a toda a população necessitada, tornam-se ainda mais importantes num período de crise, como o que atravessamos, pois delas se espera ainda mais capacidade de resposta e soluções para os novos casos que todos os dias surgem.

Assim, estas instituições têm a importante função de contribuir para promover a coesão social, para enfrentar a pobreza e a exclusão social, para atender e colaborar na resolução de problemáticas emergentes da actual conjuntura de crise.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 d'Abril???

Pois eu não festejo algo incompleto!

Em terra onde falta o pão, a todos falha a razão.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Colapso Económico, Fome e Miséria Programados e Iminentes

Como os banqueiros e os globalistas controlam a implosão da economia mundial rumo à escravização global.

terça-feira, 1 de março de 2011

Vulneráveis à Exclusão

Entre as categorias mais vulneráveis à exclusão social encontram-se as pessoas com deficiência; doentes; imigrantes; grupos desqualificados; desempregados de longa duração; trabalhadores com qualificações baixas ou obsoletas; idosos; famílias monoparentais; grupos à margem; pessoas sem-abrigo; toxicodependentes e ex-toxicodependentes; jovens em risco; reclusos e ex-reclusos…
Factores como a pobreza, o desemprego ou emprego precário, as minorias étnicas e/ou culturais, os sem-abrigo e os idosos podem originar grupos socialmente excluídos, mas não é obrigatório que o sejam.

No entanto, nos últimos tempos, tem sido alvo de notícias o abandono de idosos, que acabam por morrer sozinhos em casa, bem como a sua privação de cuidados de saúde, ficando isso a dever-se, em grande parte, às baixas reformas que não lhes permitem fazer face a todas as suas necessidades; também se ouve falar de pessoas que retiram os seus familiares idosos de lares, com vista, ao que tudo parece indicar, a ficar-lhes com as reformas, face à grave crise económica que se atravessa, mas deixando-os, muitas vezes, desprovidos de cuidados essenciais, tais como a compra de medicamentos; cada vez mais nos surgem, também, notícias de crianças negligenciadas, a passar fome, e em risco; e ainda, o tráfico de seres humanos, sobretudo mulheres e crianças, continua a ser uma realidade dos nossos dias.

A conjuntura actual parece tendente a agravar o fenómeno da exclusão social e a concorrer para o surgimento de maior vulnerabilidade.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Que parva que eu sou

Bem verdade: Que parva que eu sou!

Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!

Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!
E fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
(Deolinda - Parva que eu sou)