sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

NÃO à Indiferença!




Em 2011 não sejamos indiferentes!
Levantemos a voz!
Demos as mãos!

Bom Ano de 2011!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A pobreza erradica-se combatendo o pecado

"tanto o Capitalismo como o Socialismo/Comunismo se apresentam como messias seculares, quando existe apenas um Messias!
E de que mal nos querem salvar esses (pseudo)messias seculares?
Da pobreza, obviamente... Esse é o principal mal para eles."
Mas,
"o principal mal não é a pobreza, mas o Pecado."
Logo,

a luta contra a pobreza, implica a luta contra o pecado. Nas estruturas sociais, sem dúvida. Mas nunca esquecendo os nossos próprios corações.

"O Capitalismo fala de Liberdade individual, asfixiando a Solidariedade colectiva para a obter. O Socialismo fala de Solidariedade, oprimindo a liberdade das pessoas e das organização sob o peso de um Estado omnipotente."

E o materialismo consumista e hedonista toma conta do coração humano, onde se instala o egoísmo: a raiz de todos os males.


Que neste Natal nos deixemos tocar pelo verdadeiro Messias.
Um Feliz Natal para todos!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Um Círculo Vicioso


A pobreza não é uma fatalidade mas uma consequência directa da acção do Governo - revela um estudo sobre a percepção da pobreza.


E se é do Governo a responsabilidade, é dele também a capacidade para resolver estes problemas sociais - consideram os portugueses inquiridos no mesmo estudo, que foi feito durante o último ano, e que envolveu a Amnistia Internacional, a rede europeia Anti-Pobreza e o ISEG.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mercados Solidários, Mercearias Solidárias e Lojas Sociais

As desigualdades sociais e o desemprego estão a tornar as vidas das pessoas cada vez mais complicadas ao nível económico e social, o que as leva a procurar intensivamente respostas e formas alternativas organizacionais.

Entre estas formas alternativas encontramos os Mercados Solidários, que são espaços de trocas com recurso a moeda social (uma moeda fictícia criada para o efeito). Os participantes nestes mercados são, simultaneamente, produtores e consumidores, trocando entre si bens e serviços que produzem ou prestam - produtos agrícolas, trabalhos manuais, bolos por eles produzidos, e até, por exemplo, massagens e outros serviços de cabeleireira, manicura, entre outros.
Estas trocas permitem assegurar às pessoas um rendimento e acesso ao consumo, ajudando a garantir rendimentos, consumo e qualidade de vida e garantindo também a sua participação activa numa vida digna, tornando-se assim as comunidades mais democráticas, participativas e inclusivas.
Quantas mais pessoas participarem, mais variedade de produtos vai existir e mais atractivas se tornam as trocas.
O uso da moeda social permite ultrapassar as limitações da simples troca directa, uma vez que quem necessita de alguma coisa nem sempre pode oferecer algo em troca à mesma pessoa a quem vai adquirir o produto; e os bens e serviços trocados nem sempre têm valor equivalente. Facilita, assim, as trocas e valoriza as capacidades e competências dos intervenientes de uma dada comunidade.

De modo semelhante surgem as Mercearias Solidárias. Estas são lojas comunitárias, que consistem, também, num sistema de trocas de artigos e serviços, mediado por créditos (a moeda social). Abertas diariamente, contam também com um espaço de convívio/informação, com o intuito de criação de laços sociais, apoio às famílias, formação…

Estas alternativas fornecem os produtos, bens ou alimentos a valores bastante mais baixos que num mercado normal, tornando-os mais acessíveis às pessoas com mais dificuldades.

Já as Lojas Sociais são bancos de bens, novos ou usados, por exemplo vestuário, calçado, mobiliário, electrodomésticos, ou, até, alimentos, doados por particulares ou empresas, com o objectivo de suprir as necessidades imediatas de famílias carenciadas.
As Lojas Sociais surgem como uma estratégia de desenvolvimento social integrado, direccionado à população mais vulnerável, que por este meio pode ter acesso a determinados bens, a título gratuito, conforme as suas necessidades imediatas.

sábado, 16 de outubro de 2010

Onde está o Pão?

Dia 16 de Outubro:

Dia Mundial da Alimentação
(este ano dedicado à fome e ao direito à alimentação)

17 de Outubro:
Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

E...
Onde está o Pão?


Sem pão e sem amor
Sem sequer uma côdea com bolor
Que lhe caia na mão
Aos tropeções por essa vida
Sem esgar na noite entorpecida
À espera de aquecer o coração
Anda perdida qual mendigo
Muita gente em nosso mundo
Matando o ar em campo nu de trigo
Que já foi seu e que ardeu

Quem lhe roubou o seu pedaço de pão
Quem lhe sacou o coração e o pisou
Fingindo bem-fazer
Dizia que era dia e fez a noite
E continua airosamente a sussurrar
Que o pão dos outros é ateu
Que só quem o tem o mereceu
E que o dia de mais pão há-de chegar

Mas eu grito enquanto a voz não me doer
Enquanto a noite escura estiver
Enquanto eu vir ainda um pouco mais além:
Anda muito ladrão por aí com cara de gente-bem.

In: EscreVIvendo

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Luta que não pode parar

Combater a Pobreza e a Exclusão Social

O combate à Exclusão Social faz-se através de um duplo processo de interacção positiva entre os indivíduos excluídos e a sociedade, denominado Integração Social, que passa por duas vias: a da inserção e a da inclusão.
Este processo, de Integração Social, viabiliza o acesso às oportunidades da sociedade a quem dele estava excluído, permitindo a retoma das relações interactivas entre o indivíduo excluído e a sociedade.
Assim, pela inserção, os indivíduos tornam-se cidadãos plenos; e pela inclusão, a sociedade permite e acolhe a cidadania. Ou seja: a inserção na sociedade é uma escolha do indivíduo de aceder às oportunidades que a sociedade oferece, ao mesmo tempo que tem de haver inclusão da parte da sociedade, acolhendo os indivíduos, organizando-se para abrir as oportunidades para todos, de modo equitativo.
Se, por um lado, a sociedade tem de ser inclusiva, removendo e minimizando os factores de exclusão de natureza estrutural e conjuntural, e reforçando e maximizando oportunidades; por outro lado, não se pode incluir quem não quiser ser incluído, o que quer dizer que o indivíduo tem de se esforçar para remover e minimizar os factores de exclusão que estão ao seu alcance, ao nível individual e familiar, promovendo capacidades e competências individuais e familiares, no sentido da sua inserção na sociedade que o envolve.

sábado, 18 de setembro de 2010

Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio estão a falhar

A POBREZA É UMA VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

"A pobreza não é um acidente, não é inevitável e não é exclusivamente um problema de falta de recursos.
A pobreza é a ausência de meios, mas é sobretudo a falta de acesso às escolhas, à segurança, à capacitação e ao poder de auto-realização dos Direitos Humanos de cada um, necessários para uma vida com Dignidade.
A pobreza não pode ser encarada como uma fatalidade social, mas sim como um produto de decisões e uma situação criada por abusos de Direitos Humanos."
(Amnistia Internacional)


Cimeira de Nova Iorque, de 20 a 22 de Setembro -
Que futuro para os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio?


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Noite comprida

“Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.”
Se o céu anéis tivesse nem que de eclipses de luas,
e degraus na terra houvesse
quando o arco-íris tocasse a terra e a juntasse às nuvens bordando ruas,
então subiria ao céu e por lá procuraria o esconderijo da lua,
o sítio em que se oculta quando não mostra o luar.
Mandaria que tivesse sempre o rosto luminoso, e a face negra calada,
para que sempre brilhasse.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e que essa luz se espraiasse por longe tocando o mundo.
Que essa chuva escorresse, lavando a dor do sal
das lágrimas que nascem do mal que há em redor oprimindo.
E que a neve branquinha, imaculada e pura, purificasse o olhar de quem só se vê a si.
Porque há uma noite comprida, de uma ansiedade vivida, em que o mal ataca o bem,
e que me deixa perdida, dormente e nauseada,
cortada e a sangrar, ferida por fora e por dentro.
Pois que eu, sufocando um lamento,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
E foi tal o meu estertor que até as nuvens coraram tingindo a areia da praia,
e a fímbria do mar, e o meio do mar, de sangue se cobriram,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.
É como cicuta que rói, que envenena e mata todo o mundo e o apodrece,
uma maldade latente, uma crueldade vigente, no fundo da alma humana,
que sem respeito e amor, vai roubando a dignidade,
abrindo brechas e rombos ao pobre de qualquer cor.

Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Que a negou à boca do pobre,
e o arrastou pela lama,
que o abusou nessa cama,
e lhe desfechou facadas cruas, cruéis,
a esmo, com lança de baioneta,
deixando a porta aberta
à chacina e às injustiças sociais.
Maldito seja quem não vê
e quem lava as suas mãos, pensando-as imaculadas.
E aviltado seja aquele que, sem dó nem piedade,
rouba até o sol ao que já mais nada tem.
Pois onde não há justiça,
só a caridade, o amor, a solidariedade, são o único bem.

Ai, se o céu tivesse anéis,
daqueles com que eu soubesse que revolveria o mundo,
dentro deles, descendo, rodopiaria e nunca os largaria enquanto o bem não surgisse,
enquanto o mal não saísse, até que vagueasse errante, sem encontrar poiso algum.
E se degraus na terra encontrasse, daqueles por onde subisse para procurar uma luz,
eu calcorrearia o céu em busca do sol poente,
e quando o encontrasse, pediria que sempre luzisse,
e que nunca mais se escondesse,
que a terra precisa de luz.

M. Fa. R.
in:
EscreVIvendo

Inspirado no poema de Herberto Helder, Se houvesse degraus na terra...

sábado, 7 de agosto de 2010

As Dimensões da Exclusão Social

Os principais aspectos em que a exclusão se apresenta dizem respeito à falta de acesso a emprego, a bens e serviços, e à segurança.

São dimensões estratégicas de análise, consideradas pelo conceito de exclusão social: a falta de recursos sociais, políticos, culturais e psicológicos.

“Pode-se dizer que a exclusão social se exprime em seis dimensões principais do quotidiano real dos indivíduos, ao nível do ser, do estar, do fazer, do criar, do saber, e do ter.

Do ser, ou seja da personalidade, da dignidade e da auto-estima e do auto-reconhecimento individual;
Do estar, ou seja das redes de pertença social, desde a família, às redes de vizinhança, aos grupos de convívio e de interacção social e à sociedade mais em geral;
Do fazer, ou seja das tarefas realizadas e socialmente reconhecidas, quer sob a forma de emprego remunerado (uma vez que a forma dominante de reconhecimento social assenta na possibilidade de se auferir um rendimento traduzível em poder de compra e em estatuto de consumidor), quer sob a forma de trabalho voluntário não remunerado;
Do criar, ou seja da capacidade de empreender, de assumir iniciativas, de definir e concretizar projectos, de inventar e criar acções, quaisquer que elas sejam;
Do saber, ou seja do acesso à informação (escolar ou não; formal ou informal), necessária à tomada fundamentada de decisões, e da capacidade crítica face à sociedade e ao ambiente envolvente;
Do ter, ou seja do rendimento, do poder de compra, do acesso a níveis de consumo médios da sociedade, da capacidade aquisitiva (incluindo a capacidade de estabelecer prioridades de aquisição e consumo).

A exclusão social é, segundo esta leitura, uma situação de não realização de algumas ou de todas estas dimensões. É o não ser, o não estar, o não fazer, o não criar, o não saber e/ou o não ter.”

(Fonte: ISTA)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Lado de Fora do Mundo

(Imagem Gritos en Silêncio)


O sol nunca nasce para todos.
Não nasce para as crianças negligenciadas, maltratadas, esfomeadas de pão e de amor. Exploradas, traficadas, abusadas, abandonadas, abortadas. Não nasce para os idosos abandonados, roubados, maltratados, violentados. Para os pobres cada vez mais explorados, mais vilipendiados.
Há porcarias de vida deitadas num quarto escuro. Outras amontoadas num canto sombrio no fundo do quintal. Há delas esquecidas num fosso profundo, sem verem a luz do dia, nem qualquer claridade da noite.
Há mal que espreita, ronda, cerca, atola. Há mal a fazer das suas, mergulhando em amargura tantas mulheres inocentes que, depois de tanto tempo e lutas, continuam a ser oprimidas, exploradas, abusadas… traficadas. Há porcarias de vida deitadas num quarto escuro. E muitas são imundícies de quem chafurda num chiqueiro chique. Quando é a irracionalidade que comanda, todos os sonhos se esfumam, se asfixiam, transviados, mutilados, nas voltas de uma corrente, que prende, aperta, sufoca.
Quando chega uma desgraça, traz sempre companhia: vem sempre carregada com uma mala de roupa suja. É álcool; é droga; é violência. Conflitos geracionais. Violência nas escolas, violência doméstica… Corrupção; traições. Crimes contra a humanidade, contra a integridade física e emocional do homem. Tudo chagas sociais. Em putrefacção. Lixo. E há muito verme que se sustenta de toda essa sujeira. E que, por isso, tudo faz para que esta se mantenha; até para que se estenda como uma epidemia.

É preciso tirar do sono a natureza, agitar o sol, abanar as estrelas, gritar ao vento: que há gente a apodrecer. Têm de se fazer ouvir gritos de palavras sonantes, chocantes, bramindo como chicotes, que estalem e façam doer. É preciso um verbo forte, para ver se o mundo acorda desta cultura de morte. Não tem coração quem explora, rouba, viola, mutila e assassina um outro igual a si; ou mais frágil; ou a que tem o dever de cuidar. Onde mora o espírito de fraternidade, que promove a liberdade e a igualdade de direitos e de dignidade de todos os seres humanos? É preciso gritar!

Mas muitos dos gritos acabam por secar em gargantas cortadas. Afogam-se vozes amordaçadas. Voam pensamentos em calabouços de lamentos. Quedam-se, sem forças, as mãos. E os pés pesam no chão. E são braços que não abraçam o mundo. Pernas que vestem cansaços. Danças diárias de agitação, de confusão, de medo, de solidão, de minutos contados, esmagados. Tropeços em arame farpado. Bocados de lua mastigados para calar a fome. Retalhos de aflição. Pedaços de ilusão. Aparências. Fingimento. Mas mesmo que se finja, nunca se finge bem. Só mal. Tanto mal. Tanta maldade. Tanta dor. Tanto desamor. Há um lado de fora do mundo, em que o nevoeiro está sempre denso. O sol nunca nasce para todos.

M. Fa. R.
in:EscreVIvendo

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mas o que é a Exclusão Social?


Quando falamos em Exclusão Social facilmente a ligamos a um processo que coloca indivíduos e ou grupos sociais à margem da sociedade. Mas este conceito é complexo, multidimensional, ousado e polémico.

A exclusão social configura-se como um fenómeno multidimensional, na medida em que não é produto de um só factor, mas coexistem, dentro da exclusão, fenómenos sociais diferenciados, tais como o desemprego, a marginalidade, a discriminação, a pobreza, o estigma…

A pobreza será, porventura, a forma mais visível de exclusão, na medida em que, por falta de recursos, o pobre é excluído de sistemas sociais básicos nos domínios do social, económico, institucional e territorial, e às referências simbólicas. Mas a exclusão social abrange formas de privação não material, encontrando-se muito para além da falta de recursos económicos.

A Exclusão Social é, essencialmente, uma situação de falta de acesso às oportunidades oferecidas pela sociedade aos seus membros. Dá-se através de rupturas consecutivas com a sociedade nas relações afectivas, familiares, de amizade e com o mercado de trabalho. Pode implicar acentuada privação de recursos materiais e sociais que levam à ausência de cidadania, impedindo a participação plena na sociedade, aos seus diferentes níveis – ambiental, cultural, económico, político e social; ou pode não permitir usufruir de um nível de vida tido por aceitável pela sociedade em que se vive.

A exclusão social contemporânea apresenta-se diferente das formas anteriormente existentes de descriminação ou mesmo de segregação, ao parecer criar indivíduos desnecessários ao mundo laboral, em face das poucas perspectivas de diminuição do desemprego, sugerindo não haver possibilidade de inserção. A vida nas sociedades capitalistas vem-se organizando segundo modelos altamente competitivos que excluem os menos capazes devido à idade, à instrução, à etnia, ao sexo ou à saúde. Também, a organização e o funcionamento dos sistemas e instituições parecem alhear-se da realidade, faltando-lhes equidade na oferta de oportunidades para todos.

A Exclusão Social é, assim, um facto e um fenómeno social, com expressão crescente na nossa sociedade actual, como forte referência de grandes transformações sociais decorrentes do processo de globalização, o qual desenvolve a exclusão social ao acentuar desigualdades e concorrer para maior instabilidade das relações familiares, sociais e laborais; alteração de valores fundamentais; vulgarização de comportamentos de risco; materialismo consumista; imigração, entre outros, limitando o acesso a direitos sociais e civis e acabando por isolar socialmente grande número de indivíduos e grupos.

Não é, portanto, um fenómeno redutível à ausência de rendimento. No entanto, encontra neste factor, hoje em dia, uma grande expressão, no que se traduz numa pobreza envergonhada, em que as pessoas, para não se sentirem excluídas, optam por cortar nos bens de primeira necessidade, começando pela alimentação, canalizando os insuficientes rendimentos, por exemplo para o pagamento do carro e da casa, a fim de manterem as aparências.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Nada mais que um sonho...

Erradicar a pobreza é isso: um sonho. Nada mais do que um sonho, utopia: quimera!
Por enquanto só os pesadelos nos assombram as noites e os dias, cada vez mais escuros como a noite.

Como é que se pode erradicar a pobreza quando se rouba aos pobres para dar aos ricos?

Como é que se erradica a pobreza quando, em vez de serem criados postos de trabalho, se encerram ou trocam postos de trabalho por máquinas?

Como é que se acaba com a pobreza quando se promove a desertificação do interior?

Como é que se pode sonhar acabar com a pobreza quando a máquina fiscal é cega, surda e doida?

Como é que a pobreza pode deixar de ser cada vez mais miséria e exclusão social quando meia dúzia de políticos, sem pejo nem vergonha, se arrogam em donos da verdade, colocando a mentira em cada vez mais rostos de pobreza envergonhada?
...

Deixo um apelo:
Senhores de gabinetes, venham para o terreno, onde a realidade é.

sábado, 1 de maio de 2010

Trabalho... Pobreza e Exclusão Social...

(... Ou, Como falar do Trabalho, no Dia do Trabalhador)

No final de Março, deste Ano Europeu de Luta Contra a Pobreza e a Exclusão Social, o número de desempregados em Portugal subiu para 578 mil. Um número que nos fala de Pobreza e de Exclusão Social.
Um número grande de pessoas que não trabalham, umas porque não têm emprego, e outras porque as habituaram a não trabalhar: porque são subsidio-dependentes de RSI, de subsídios de desemprego, ou de Acção Social.
Outras vivem de frequentar cursos subsidiados uns atrás de outros... e outras...
bem, e outras há que recebem ordenados e prémios e reformas de tal modo gordos que ferem de morte lenta quem tem cada vez menos.

Quem trabalha e mata a fome/ não come o pão de ninguém. Quem não ganha o pão que come/come sempre o pão de alguém. (António Aleixo)

O trabalho é das maiores armas de combate à pobreza e à exclusão social.
O trabalho é um dos vínculos mais importantes à sociedade, pelo rendimento que proporciona e pelos relacionamentos que gera.
O trabalho dignifica.

Não trabalhar vai marginalizando, vai limitando ou impedindo a participação na vida económica, social e civil, vai agudizando desigualdades sociais não permitindo usufruir de um nível de vida considerado aceitável pela sociedade em que se vive.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Não é demais relembrar...

Objectivos de Desenvolvimento a alcançar até 2015

Em 2000, durante a assembleia geral da ONU, 189 chefes de Estado e de Governo assinaram a Declaração do Milénio que levou à formulação de 8 objectivos de desenvolvimento específicos, a alcançar até 2015, objectivos, estes, que podem ser resumidos da seguinte forma:

1- Reduzir para metade a pobreza extrema e a fome.
2- Alcançar o ensino primário universal.
3- Promover a igualdade entre os sexos (de género).
4- Reduzir em dois terços a mortalidade de crianças.
5- Reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna.
6- Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças graves.
7- Garantir a sustentabilidade ambiental.
8- Criar uma parceria mundial para o desenvolvimento.



Já só faltam 5 anos...

E até agora, nos 10 anos que se passaram,
o que é que foi feito?...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Medidas de combate à pobreza e à exclusão social

Conclusões das Jornadas Nacionais da Caritas Portuguesa, subordinadas ao tema “Combate à Pobreza e à Exclusão Social pelos Caminhos da Inovação Social”, realizadas nos dias 24 e 25 de Fevereiro de 2010:

• Necessidade de dar prioridade ao emprego, à educação, à defesa do ambiente e dos recursos naturais, materiais, culturais e sociais.
• Necessidade de combater o desemprego e a precariedade do trabalho, adoptando políticas que favoreçam e não agravem as desigualdades sociais, políticas capazes de desenvolver as potencialidades dos pobres e excluídos e favorecer a sua autonomia pessoal e social.
• Necessidade do combate à pobreza e à exclusão social ser partilhado pelos governos, pelas autarquias, pelas instituições de solidariedade social e pelos cidadãos, no sentido de uma política de redistribuição social e económica mais justa.
• Necessidade de no combate à pobreza e à exclusão social as instituições mudarem de mentalidade, de forma a incutir maior justiça e inclusão nas instituições, adoptando comportamentos de solidariedade inteligente, disponível, criativa e inovadora, procurando seguir os bons exemplos e práticas.
• Necessidade de o Estado não permitir que um único cidadão português viva com um rendimento abaixo do limiar de pobreza, uma vez que está em causa a sustentabilidade social de toda uma comunidade.
• Necessidade das empresas assumirem de forma ética o princípio de responsabilidade social empresarial e das próprias IPSSs sensibilizarem as empresas para a solidariedade social.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quase Metade de Portugal na Pobreza

Isto não é profecia da desgraça. No entanto, um lado de mim inclina-se para o pessimismo (vá-se lá saber porquê!!!). Caminhamos a passos largos para o fundo.

A Pobreza que temos em Portugal é uma vergonha - quem o diz é Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI, sem medo do politicamente incorrecto - "garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%."

E salientou: "Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes... e com razão".

Diz ainda, e muito bem, que "não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal."

Quanto a mim também acho nojento haver os que "acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros..."

E ecoam aos nossos ouvidos vozes melodiosas, mitológicas, falinhas mansas, a procurar tapar ainda mais a vista aos cegos, dizer que a taxa de pobreza é de 18%.

"Os números dizem 18% de pobres... Não me venham com isso."

"É precisa prudência, bom senso e cuidados com os cantos da sereia".

"Combater a pobreza é uma causa nacional."

Só com vontade política é possível erradicar a pobreza.

Não vão em cantos de sereias!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Lut@ de 2010

A União Europeia declarou o ano de 2010 o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão social.

São quatro os objectivos que se pretendem atingir:

* Reconhecer o direito das pessoas em situação de pobreza e exclusão social a viver com dignidade e a participar activamente na sociedade.

* Reforçar a adesão do público às políticas e acções de inclusão social, sublinhando a responsabilidade de cada um na resolução do problema da pobreza e da marginalização.

* Assegurar uma maior coesão da sociedade, onde haja a certeza de que todos beneficiam com a erradicação da pobreza.

* Mobilizar todos os intervenientes, já que, para haver progressos tangíveis, é necessário um esforço continuado a todos os níveis de governação.

[AECPES]


(Que seja um Bom Ano para TODOS!)