quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Riqueza vs Pobreza

A pobreza é fruto das enormes desigualdades sociais, que colocam a riqueza do mundo nas mãos de, apenas, 20% da população mundial.

É uma dor de alma constatar que 80% da população do mundo é pobre ou muito pobre pelo facto de haver uma minoria de muito ricos.

A riqueza em si não é má. Pelo contrário, ela é um bem a que todos têm direito, e que produz sensação de conforto, bem-estar e segurança, tão necessários a uma realização material que todas as pessoas anseiam (salvo, talvez, raras excepções).

Mas a riqueza é escandalosa quando torna o mundo pobre.
É por demais escandaloso o momento actual que o mundo vive, inundado de tanta miséria.

Todo o mundo é pobre e está a empobrecer cada vez mais.
Toda a população é pobre. Uma grande parte materialmente, outra de valores.

Acho que os ricos são muito pobres de valores, quando são os causadores da pobreza material do mundo, quando fortunas são construídas à custa de vencimentos fabulosos, reformas astronómicas, corrupção, exploração do homem pelo homem...

Não me venham cá com coisas!
Toda a riqueza nas mãos de uma minoria não tem nada de honesto!

Só quando os ricos tiverem a honestidade de ser menos ricos é que os pobres poderão começar a ser menos pobres!


«Há pessoas tão pobres, mas tão pobres, que só têm dinheiro!»

6 Comments:

amigona avó e a neta princesa said...

Tal e qual! Um abraço...

Ana Martins said...

Maf_Ram,
quanta verdade num só texto!!!

Beijinhos e parabéns por ser como é!

Manuel Rocha said...

Importa que se diga alto, claro e bom som, tal como aqui se faz, que o convívio do luxo com a pobreza é uma imoralidade.

Mas importa também que se questione se os problemas da pobreza ficariam resolvidos pela redistribuição da riqueza concentrada nos tais vinte por cento. Bem, é que talvez não ficassem. Desde logo porque muitos dos símbolos de riqueza não servem para nada em contexto concreto. O ouro vale muito, mas em ultima análise não se come. E algumas das grandes fortunas, avaliadas assim por critérios da cotação bolsista, amanhã podem já não o ser, como se tem visto ultimamente. Quero com isto dizer que se a pobreza não é uma abstracção, certa riqueza pode sê-lo, sobretudo a que resulta da contabilização de expectativas. E a riqueza que não é uma abstracção, ou seja, aquela que resulta do controlo ou da posse efectiva de meios de produção essenciais, como a terra, também não é por mudar de mãos que se resolve o problema, como a história tem demonstrado à saciedade.

Dizia o meu avô que os problemas da pobreza não tinham nada a ver com o mundo dividido entre ricos e pobres, mas com o facto de todos querermos ser ricos. E é aqui que reside o problema, porque quando a oportunidade surge são raríssimos os que a escamoteiam e é essa a maior pobreza: ricos ou pobres, só queremos dinheiro.

MaF_Ram said...

Amigona avó,
Obrigada.
Abraço



Ana Martins,
Obrigada pelas palavras que sempre deixas aqui.
Beijinhos



Manuel,
Obrigada pelas suas palavras por cá.
Gostei muito do seu ponto de vista.
Mas deixe-me voltar a frisar os "vencimentos fabulosos, reformas astronómicas, corrupção, exploração do homem pelo homem..." com os quais, uns quantos, hoje em dia se enchem de dinheiro.
Não está aí a causa de muita pobreza?! Não deixa isso mais pobres e humilha todos os outros que têm que viver com ordenados mínimos de miséria, reformas de miséria, e a recibos verdes cujos montantes nem ao ordenado mínimo chega por mês, etc. etc. etc. ????

Ferreira-Pinto said...

Entre os argumentos da MAF e do Manuel Rocha creio que se encontraria a serena solução para começar a reparar algumas das injustiças deste mundo.

mobilizados said...

Mas os Funcionários Públicos colocados na mobilidade foram empurrados para a situação de pobreza
Ver
http://mobilizados.blogspot.com