sexta-feira, 30 de maio de 2008

Eu grito ainda mais alto!!!

Cavaco Silva diz que o combate à pobreza e desigualdade social "não vai ser resolvido" a curto prazo.
(In: Notícias RTP e TSF)

Olhem só que novidade!!!

«Na quinta-feira, o primeiro-ministro, José Sócrates, admitiu que o ex-Presidente da República Mário Soares comentou equivocado com base num "embuste" o relatório sobre a pobreza em Portugal, desconhecendo que se tratava de um documento de 2004 e não actual.

"Julgo que o dr. Mário Soares foi também influenciado por aquilo que foi um dos maiores embustes lançados na sociedade portuguesa, julgando que o relatório lançado na semana passada [sobre pobreza] se referia a números actuais. Mas esse relatório era de 2004", declarou José Sócrates aos jornalistas.»

Eu pergundo: Alguém viu melhorias de 2004 até agora?
É que eu não! Pelo contrário... cada vez vejo tudo mais negro!

«O Chefe do Governo dise que também no combate às desigualdades houve uma melhoria, tendo Portugal "passado do índice de 6,9 em 2005 para 6,8 em 2006".»

Deixem-me rir!!!
Um riso amarelo.

«O Presidente da República disse ainda que o problema das desigualdades no rendimento não se resolve de um dia para o outro, porque são precisas políticas persistentes para a igualdade de oportunidades no domínio da Educação e de apoio àqueles que se encontram em situação de pobreza.»

Nem de um dia para o outro...
nem vontade de resolver...

(De que me vale gritar?)

Estes políticos são o máximo!!!...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

GRITOS!!!... não apenas Ecos!












domingo, 25 de maio de 2008

Sei que não mudarei o mundo...

... mas tenho a esperança de poder mudar o mundo de alguém.

Tenho vindo a verificar que a pobreza se está a instalar no mundo, como um cancro social. Que a riqueza está em poder de uma minoria, cada vez mais rica, e que os pobres são cada vez em maior número e mais pobres. Que esta pobreza não será fácil de erradicar, por se tratar de um fenómeno à escala mundial e de múltiplas dimensões.

Acho que para se erradicar a pobreza teria de haver vontade Política, concreta e coordenada, por parte dos governos de todo o mundo, o que nunca será um assunto consensual e pacífico, numa sociedade caracterizada pela indiferença e pela fome de poder.

Noto que ainda falta percorrer muito caminho. Talvez, devido às novas tecnologias de informação e/ou porque as pessoas estão a sentir na pele este problema, só recentemente se começou a falar massivamente neste assunto.

Este flagelo não está a afectar só pessoas com pouca instrução, como numa primeira abordagem poderá parecer. Existem muitos licenciados, principalmente no nosso país, que se vêem a braços com este problema, devido à falta de emprego, a condições de precariedade, encargos contraídos que não têm meios para pagar…

Por outro lado, têm vindo a ser incutidos, nas pessoas, variados hábitos de consumo que as arrastam para situações, que considero anormais, mas que muitos ainda não as enxergaram como tal, nem o quanto estão a ficar reféns do poder dos mais ricos e escravos de certos vícios que os acabarão por levar, inevitavelmente, à pobreza e a doenças físicas e psicológicas, se não se conseguir travar este ciclo antes que seja tarde demais.

Portanto, a pobreza pode não acabar, mas podemos tentar minimizar este flagelo despertando consciências, deixando egoísmos de lado e pensando um pouco nos outros, contribuindo com a nossa parte, na medida das nossas possibilidades, quer em apoio monetário, quer ao nível de voluntariado em inúmeras ONGs e IPSSs, ou outras iniciativas conforme as qualificações e aptidões de cada um, porque só se pode dar do que se tem e, às vezes, dentro da nossa pobreza, temos muito que dar a quem ainda tem menos do que nós.

É neste sentido que, quantas vezes com prejuízo para a minha própria vida, dou o meu contributo na Direcção de uma IPSS, como membro de um GASC, na animação de um GJ...
Também, a nível individual e profissional, procuro estar disponível e aberta à pequena comunidade de que faço parte, a fim de responder, na medida do que me é possível, às solicitações que me surgem.

Mas gostaria de ir ainda mais longe... sempre fui uma pessoa muito inconformista!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Que consequências traz a pobreza?

Algumas das consequências da pobreza são a fome, habitação degradada, analfabetismo, ausência de qualificação profissional, o desemprego, doenças, depressão, violência, tráfico e consumo de drogas e álcool, mendicidade, sem-abrigo, prostituição.

Uma das consequências da pobreza extrema é a subnutrição crónica que, não conduz apenas à morte, mas implica frequentemente a falta de desenvolvimento das células cerebrais nos bebés, e cegueira por falta de vitamina A. Todos os anos, dezenas de milhões de mães gravemente subnutridas dão à luz dezenas de milhões de bebés igualmente ameaçados.

Outra consequência é o número de suicídios verificado em muitos países, cujas taxas sofrem uma profunda e dramática progressão desde os anos 50. Em alguns países essas taxas duplicaram e até mesmo triplicaram. Grande proporção de suicídios prevalece entre os infectados pelo vírus HIV, sem distinção de sexo.

Muitas das consequências geradas pela pobreza, são também causas, criando um ciclo de pobreza, por exemplo o desemprego, uma vez que os países mais atrasados e subdesenvolvidos têm uma gigantesca dívida aos países ricos, o que não lhes permite gerar empregos. Existem 800 milhões de desempregados ou subempregados em todo o mundo.

Também Portugal, se não conseguir captar investimento e população nas cidades do interior para gerar riqueza, ficará eternamente condenado a ser um país pobre. E nem a região de Lisboa escapará, porque parte da riqueza contabilizada na capital não existe se não houver mercado no restante território.

E que outras mais consequências não trará a pobreza?

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Causas de pobreza

● Entre as principais causas da pobreza podemos encontrar a seca e as guerras em determinadas regiões do mundo.

Por exemplo, todo o continente africano parece ter mergulhado no abismo, depois de devastado por secas e cheias, mas sobretudo por guerras civis (entre os anos 30 e 40 no final do século XX).

O director-geral da FAO afirma que apesar da importância estratégica da agricultura para combater esta situação, nos últimos 10 anos o crescimento do sector agrícola no continente africano foi fraco, alcançando apenas 2,7% no ano 2000. Um dos factores que impede esse crescimento é a concorrência dos países mais desenvolvidos, cuja agricultura é fortemente subsidiada pelos respectivos estados.

● O aumento do desemprego, os salários baixos e as condições de precariedade são outras das causas da pobreza.

Nas sociedades industrializadas, vem sendo registado o empobrecimento progressivo de um sector da população por causa do aumento do desemprego, que hoje afecta uma em cada dez pessoas.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, um terço da população activa portuguesa seria pobre se dependesse apenas dos rendimentos do trabalho. Ou seja, temos um número alarmante de trabalhadores pobres, que confirma que os baixos salários e a precariedade são factores de pobreza.

● A globalização é outra causa, cujos efeitos se farão sentir por muito tempo, nomeadamente através de contínuas crises económicas. As economias mais frágeis estão hoje à mercê das empresas dos países mais ricos, pois estes atribuem subsídios às suas empresas para exportarem e barreiras comerciais aos produtos oriundos dos países mais pobres. O desequilíbrio de meios sufoca completamente as economias mais pobres.

E outras causas haverá...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Agitar de consciências



Conferência de Bob Geldof em Portugal gera polémica.

«As guerras do futuro serão travadas pelo controle dos recursos alimentares, já que o Mundo tem demasiada população e a comida não chega para todos, declarou hoje em Lisboa o músico e activista irlandês Bob Geldof.

A solução duradoura, disse Geldof, "está na acção de cada uma das pessoas", já que "os políticos não vão fazer mudanças sem serem empurrados pelos eleitores".

"As verdadeiras causas são políticas e económicas. Por isso também as soluções são políticas e económicas", explicou.

"[Na Europa] pagamos impostos para produzir, pagamos impostos para armazenar e pagamos impostos vergonhosos, imorais, abjectos para destruir comida em excesso".»

In: Noticias rtp

Ver também: Jornal de Negócios e Blitz aeiou

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Contra a Fome

"A Organização das Nações Unidas (ONU) defendeu apoios à agricultura nos países pobres e dependentes do exterior, denunciando a especulação em torno dos produtos alimentares, que originou uma crise em mais de 40 nações.

De acordo com o relator da ONU para o Direito à Alimentação, Olivier De Schutter, é «injustificável» a falta de acção da comunidade internacional, que durante anos ignorou os pedidos «de apoio à agricultura nos países em desenvolvimento».

O responsável adiantou que «não se fez nada contra a especulação de matérias-primas», considerando que a actual crise alimentar mundial «demonstra os limites da agricultura industrial».

Conforme adianta a agência Lusa, Olivier De Schutter também criticou o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional por terem incitado «os países mais endividados, em particular na África Subsariana, a desenvolverem cultivos para exportação e a importar os alimentos que consomem».

O relator da ONU frisou que «esta liberalização» tornou esses países «vulneráveis à volatilidade dos preços».

Para representante da ONU, a auto-regulação do mercado «não é solução, mas sim o problema», tendo em conta que o mercado agrícola não é um mercado elástico, já que a quantidade de terras cultiváveis não se pode «ampliar ao infinito».

Olivier De Schutter pediu «uma alteração das regras de propriedade intelectual» de «um pequeno número de empresas», como Monsanto, Dow Chemicals e Mosaic, que controlam as patentes das sementes, pesticidas ou estrume e cujos lucros aumentam.

Relativamente às subvenções à agricultura nos países ricos, Oliver De Schutter qualificou o sistema como «uma vergonha», e, em relação aos biocombustíveis, o responsável sublinhou que é necessário «impor limites»."
O aumento dos preços dos alimentos já se reflectiu no consumo de bens essenciais, como o pão e o leite, e as perspectivas para o futuro continuam a ser de preços altos e respectiva subida pois a conjuntura actual assim o indica. (Ler Aqui )

Bancos Alimentares Contra a Fome - Uma resposta necessária mas provisória porque "toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente que lhe assegure e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda aos serviços sociais necessários" (Excerto do artigo 25º da Declaração Universal dos Direitos do Homem)