quinta-feira, 26 de março de 2009

DESEMPREGO - Factor de pobreza

O número de desempregados em Portugal aproxima-se do meio milhão.

Esta é a grave situação socio-económica que o nosso país irá enfrentar nos próximos tempos: Desemprego - um factor da pobreza.

Ao contrário das previsões anunciadas pelo Banco de Portugal, em Janeiro de 2009, de que a taxa de desemprego ficaria abaixo de 8% em 2009, esta já se encontra muito acima.

Se contarmos aqueles que frequentam os cursos subsidiados das "novas oportunidades" a taxa ultrapassa os 15%. Se contarmos com os que recebem RSI e com aqueles que mal sobrevivem a fazer uns biscates, aqui e ali, iremos aos 20%!

No final de Janeiro estavam inscritos nos centros de emprego 447.966 desempregados, mais 12,1% que no mesmo mês de 2008, e mais 7,7% que os inscritos em Dezembro.

Mas existem 285.000 desempregados que não constam das estatísticas de desemprego.

A situação económica grave dos nossos principais parceiros comerciais está afectar as nossas exportações e a contribuir para a subida da taxa de desemprego, o que poderá fazer com que esta atinja, até ao final do ano, o valor mais elevado de sempre.

Apesar do agravamento da situação interna, o Governo continua a fechar os olhos, e a dar prioridade ao TGV, ao aeroporto, e às auto-estradas.

Será para criar postos de trabalho?

20 Comments:

Lídia Craveiro said...

Um artigo curto e que diz o essencial e a verdada do que é a nossa realidade ao nivel do desemprego. Aqui neste pais mascara-se tudo ao sabor das conveniencias politicas.

Lidia

Arnaldo Reis Trindade said...

Muito triste em saber essas noticias, sei que não é nada perto do que está acontecendo aqui no Brasil mas imagino meio milhão de familias sem comida e fico muito preocuado e com raiva disso tudo..

abraços

jo ra tone said...

Está na altura de nos organizarmos.
Deixar de lado o individualismo porque estamos todos debaixo do mesmo tecto.
Tempo de reflectir as palavras do MESTRE
e não cair em desânimo.

Beijinho

zedeportugal said...

Prepare-se, minha amiga, porque o pior ainda estará para vir. Esta situação, sem ser correctamente combatida, está a criar uma gravíssima crise social que só pode resultar em conflitualidade.
A displicência com que o governo está a encarar isto é verdadeiramente criminosa.
Um abraço.

SILÊNCIO CULPADO said...

A pobreza tende a aumentar não só com o aumento da população desempregada como pela precaridade dos vínculos laborais que atingem 902 mil trabalhadores como pelos baixos salários e pensões.
Relativamente aos projectos megalómanos há que perguntar donde vem o dinheiro e se os custos sociais suplantam ou não os benefícios.

Abraço

Diogo said...

Seria giro efectuar um estudo junto destes 500.000 desempregados e perceber em que partidos têm votado nestes últimos 35 anos. Talvez se percebesse (ou não) que o problema que têm (temos) agora, para muito contribuiram também. Afinal, ser "analfabeto" não justifica tudo (isto se não quizermos ser paternalistas ou será que queremos?).

Ana Campos said...

Um País tao pequenino e tem mais estradas que qualquer outro.
E ainda.... mais uma pontezinha, pois as duas que temos no Tejo não chegam.
Mais ainda, quantas pessoas vivem daquele subsidio, rendimento minimo garantido, porque não querem trabalhar? São tantas que até dá raiva.
País cretino

Jinhos

SILÊNCIO CULPADO said...

Um bom domingo de Páscoa e que nunca a voz te doa na luta pelo esclarecimento que conduzirá a uma maior justiça social.

Abraço

Ana Campos said...

Mafa,

Tem que vir aqui mais vezes.

Beijinhos

Ana Campos said...

Mafa

É o que digo, este mundo é lindo, mas é habitado e governado por muito verme.

Jinhos

Ana Campos said...

Páscoa Feliz

Beijinhos

manuel gouveia said...

Uma pergunta: porque andamos a encher de milhões de lucros as EDP, Brisas, GALP e outras que tais, para depois distribuírem esses milhões, conseguidos à custa de todos nós, por meia dúzia?

Porque é que aceitamos que uns passem fome e outros se banqueteiem à nossa custa? Porque é que é mais importante garantir ao administrador um BMW série 5, enquanto existe quem não consiga um emprego?

Porque é que a crise quando chega não é para todos?

Oops, já fiz muitas perguntas!

MaFa_R said...

São realmente muitas perguntas... sem resposta...


Obrigada a todos pelos vossos comentários.

E que haja uma páscoa que nos sorria!

Boa Páscoa para todo vós!

zedeportugal said...

Cara amiga,
Agradeço e retribuo os votos de Santa Páscoa.

Eduardo Santos said...

Olá amiga. Passei para desejar uma santa Páscoa e que a sua luta por aqueles que pouco ou nada têm não esmoreça. Felizmente que há muita gente que vibra com o problema, é meio caminho andado para o minorar.

Ana Martins said...

Mafa_R,
é grave e assustador o aumento desenfreado do desemprego, avizinham-se piores, dias e como consequência a violência tende a aumentar.

Mas hoje vim prepositadamente deixar beijinhos e votos de Páscoa Feliz,
Ana Martins

Marcela Isabel Silveira CRN2: 6225P said...

Olaá Mafa, parabéns por este blog de grande utilidade, quem dera acabar com a pobreza, a mizéria, a desigualdade...
Aqui no brasil as coisas são bem dificeis uns ganham muito e outros nada tem...É desnutrição infantil, obesidade e as doenças relacionadas a ela vem aumentando muito por aqui....
Tomara que melhore os empregos no seu país.
Eu adoraria que acabasse a pobreza e o desemprego no Brasil, em Portugal e no mundo todo..Mas talvés isso seja Ecos para além de um sonho...
Sou sua seguidora, fique com Deus e ótimo feriado!
Beijoss

SILÊNCIO CULPADO said...

Pelo combate à pobreza, Viva o 1º. de Maio.

Abraço

Dr. Mento said...

Tão ou mais grave do que o desemprego em tempos de crise é o emprego no pós-crise.

Quando a economia começar a recuperar e houver novamente investimento, certos empresários terão à sua disposição uma vasta massa de desempregados, capazes de aceitar qualquer coisa. E aí teremos muita empresa a oferecer 500 euros a recibos verdes e muita gente a aceitar para não cair na pobreza extrema. E assim nasce uma nova vaga de precários, que continuarão a sê-lo enquanto a ACT não tiver poderes reais e enquanto as leis laborais continuarem a autorizar os falsos recibos verdes.

Dr. Mento said...

Mas, agora que mandei um comentário de desabafo, com dois dias de atraso, o meu voto:

Que o 1.º de Maio seja como o 25 de Abril: SEMPRE!