sexta-feira, 1 de maio de 2009

Dia do sem-trabalho

O povo saiu à rua num dia assim...



Pobreza e Exclusão Social

A pobreza e a exclusão social, não sendo a mesma coisa, têm entre si uma relação de complementaridade: a pobreza representa uma das formas ou dimensões da exclusão social, pois é impeditiva da plena participação na vida económica, social e civil.

Sendo a exclusão social um processo que marginaliza indivíduos e grupos sociais no exercício da cidadania, ela dá-se através de rupturas consecutivas com a sociedade nas relações afectivas, familiares, de amizade e com mercado de trabalho. É um fenómeno multidimensional, que se apresenta como uma conjugação de factores sociais, económicos e políticos.

Na exclusão social verifica-se uma acentuada privação de recursos materiais e sociais que impedem de participar plenamente na vida económica, social e civil e ou não permitem usufruir de um nível de vida considerado aceitável pela sociedade em que se vive.

Ora, acho que um dos maiores causadores destas rupturas do indivíduo com a sociedade é o desemprego e o emprego precário, na medida em que os baixos rendimentos ou a sua ausência levam à pobreza, sendo esta uma das dimensões mais visíveis da exclusão social.

Estamos a passar por um período de crise em que o desemprego é, de dia para dia, cada vez mais uma constante. O trabalho exerce um papel integrador, um dos vínculos mais importantes à sociedade, nos relacionamentos que gera e no rendimento que proporciona.

O povo está a ficar cada vez mais marginalizado, mais impedido de exercer o seu direito à cidadania pois, devido ao desemprego e ao emprego precário (recibos verdes) vê-se diminuído económica e socialmente, o que lhe provoca uma má qualidade de vida, que conduz à exclusão social, pela agudização das desigualdades, pelo impedimento do gozo de direitos que um emprego "normal" lhe proporciona e que de outro modo não tem.

Que o povo saia à rua!

6 Comments:

zedeportugal said...

Sem tirar nem por.
Mais tarde passarei por aqui com mais tempo para fazer um comentário como deve ser.
Agora só deixo aqui este linque para a divulgação da parada May Day, em Lisboa e no Porto, que queria ter posto ontem lá pelo Jardim mas o cansaço já não deixou:
http://umjardimnodeserto.nireblog.com/post/2009/05/01/hoje-nao-esquecer-mayday-mayday

Mas quem quiser ir, tem ainda muito tempo, pois os desfiles não começarão antes das 2 e meia.

Abraço solidário.

Alexa said...

E o povo saíu à rua num dia assim...
E vai sair mais vezes até que seja precisa e cada vez serão mais e tudo se vai renovar


Abraço

Ana Campos said...

O povo saiu à rua... mas esqueçeu-se depressa da razão pelo que o fez.

Infelizmente para todos nós.

jinhos

SILÊNCIO CULPADO said...

Subscrevo tudo o que aqui é dito e acrescento:
são necessárias políticas que visem a inclusão social de grupos marginais (ex-reclusos, prostitutas e toxicodependentes entre outros),são necessárias políticas que apoiem cerca de um milhão de deficientes, são necessárias políticas que garantam a igualdade de oportunidades num contexto de multiculturalidade e minorias étnicas.
Todos estes factores são geradores de pobreza caso o Estado se demita das suas funções de justiça social.


Abraço

Vieira Calado said...

Um dia destes teremos molho.

É garantido!

Cumprimentos meus.

Ana Campos said...

Então mafar.

Volte e escreva, seja a favor ou contra vale sempre a pena.

beijos