domingo, 1 de junho de 2008

Dia da criança... pobre

Por entre as cortinas de vergonha
Que te separam de outro mundo
Com teu rosto embaciado
E sorriso desbotado
Procuras o firmamento
Mesmo que em pensamento

És um actor
Em palcos de negra via
Com plateia que dormente presencia
O teu desempenho assustado
De gesto envergonhado
Sem que a vida te sorria

Criança pobre
Triste
Faminta
Mal amada
Maltratada
Menino de rua
Menina da favela...

Quem dera no mundo
Não mais houvesse
Nem fome
Nem guerras
Nem doenças
Ou sentenças
Que te tiram a alegria

Criança...
Do lado de lá
Ou de cá
Onde mora vento e lama
No reino da fantasia
Adormece em leda cama
Que hoje também é
Teu dia!

(M. Fa. R. - 01.06.08)

8 Comments:

Arnaldo Reis Trindade said...
Este comentário foi removido pelo autor.
Arnaldo Reis Trindade said...
Este comentário foi removido pelo autor.
ILLUMINATUS said...

Eu cada vez que venho a este Blogue, saio com a impressão que ainda ha pessoas que se importam, que têm fé e acreditam que é possivel viver num mundo melhor, com respeito e amor por todos os seres que nos rodeiam! Todos nós comemos, rimos, bebemos, todos os dias dormimos sem antes de deitar a cabeça sonhar um pouco acordado, sonhar que um dia todos teremos neste grande planeta um minuto para ajudar o outro, para gritar de revolta..e começar a mudar o egoismo do mundo!!
Vale a pena ver Blogues como este, por favor dê continuação a este belo trabalho.

amigona avó e a neta princesa said...

Vou voltar...fiquei com um nó na garganta...

Tiago R Cardoso said...

Excelente.

Maf_ram said...

Amigos,
é preciso que as nossas vozes se façam ouvir...

Um agradecimento pelas vossas presenças aqui!

Paulo Sempre said...

Não é fácil calcorrear por este seu blogue.
Aqui há "trilhos apertados" que produzem "gritos cinzentos", ecos que, pela sua mensagem apelativa, causam "apertos de coração".
Só uma alma grande sabe entender quão grande é o "caos" da cidade.
Aqui a esperança deixou de ter lugar.
Aqui já não há "arcos-íris"...
Há, isso sim, silêncios grandes e "dores" ainda maiores.
Ainda assim, eu tenho que voltar aqui sempre .
A razão pela qual volto não interessa aos leitores deste blogue. Se me perguntarem porque volto, eu minto. Hei-de dizer apenas que volto porque volto.
Mas, na verdade, não volto por voltar.
Abraço
Paulo

Maf_ram said...

Paulo,
obrigada por teres entrado aqui e comentado.
Acredito que tens essa "alma grande"
que é tão precisa para pôr ordem no "caos"!...
Faz o teu caminho, Paulo!
Que cada um faça o seu como deve ser, que cada um se saiba entregar a uma causa, a um bem comum!
Abraço